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Associações Comerciais contra redução da Jornada de Trabalho
29/12/2009 - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, recebeu no último dia 18, uma carta da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que manifesta a posição da entidade contra a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 231/95, em tramitação no Congresso Nacional, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta para 75% o valor da hora extra. A carta foi assinada pelo presidente da CACB, José Paulo Dornelles Cairoli, o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, e outros 11 dos 27 presidentes das federações que integram a CACB. Todas as federações representam mais de 2,2 mil associações comerciais (ACs).
O presidente da CACB enfatizou ao ministro a preocupação do empresariado brasileiro com os efeitos colaterais negativos no mercado de trabalho se a PEC for aprovada: "Deverá atingir em cheio as empresas, sobretudo, as micros, pequenas e médias, gerando mais desemprego e informalidade no País". Alencar Burti, também presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alertou que a redução da jornada elevará o custo da mão de obra forçando as empresas a aumentar a automação, o que reduzirá o pessoal empregado na produção. "Como o presidente Lula tem força dos dois lados (capital e trabalho) poderá ajudar a buscar o que é melhor para o Brasil", afirmou Burti. Ele e Cairoli comunicaram ao ministro do Desenvolvimento que a CACB prosseguirá mobilizando as ACs de todo o Brasil para fazer pressão no Congresso Nacional contra a PEC, apesar das dificuldades impostas por um ano eleitoral que começa para valer em 2010. "Vamos pedir às associações comerciais que mostrem às empresas em seus municípios o perigo que representa a aprovação da redução da jornada para 40 horas semanais", afirmou Cairolli.
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